26 de abril de 2015

Uma carta para os meus 24 verões.



Olá,

Começo essa carta dizendo que eu não queria lhe escrever uma carta, na verdade eu acho isso uma besteira. Mas pensei que essa carta não era para a Caroline de 23 anos, mas sim para a Caroline de 24 anos e cinco meses (se o correio não for filho da mãe, acho que você recebe essa carta até abril de 2016) e essa Carol eu não sei exatamente do que ela gosta ou não. Por isso, vale a tentativa!

Eu quero que você saiba que a Carol de 2015 é fraca, melancólica e acomodada. Eu não acredito em mais em muitas coisas, perdi a fé e comecei a ver o mundo bem mais cinza.

Sim, as amadas cores da nossa infância estão indo embora. Uma de cada vez. Cada acordar é uma cor que some da minha – já pequena – paleta de cores. As cores são se despedindo, como a curiosidade de conhecer pessoas e aprender com elas, ou se aventurar nos milhares de livros que existem na nossa estante.

Estou me fechando no meu próprio mundo e eu realmente não tenho planos e esperanças. Sinto que estou te matando, antes mesmo de você nascer. Estou destruindo e cavando cada oportunidade que pode surgir para você. Estou sendo covarde e egoísta.

Quero que você me perdoe. Quero que a Caroline daqui um ano seja diferente da Caroline que surgiu em 2010. Para que você exista, a eu de hoje tem que mudar.

Por isso quero que a gente, juntas – a Carol do presente e a Carol daqui um ano – devemos seguir essa lista, não devemos ignorar uma única palavra. Só assim o futuro não existira para você, mas para mim também.

Enfim, siga essas ordens, pois só assim a gente vai se rever:

- Não esqueça quem você é de verdade. Não essa pessoa cinza, a verdadeira você;
- Continue defendendo suas ideologias. Continue argumentando. Seja essa feminista e simpatizante da comunidade LGBT e de outras minorias. Nunca deixe de argumentar, NUNCA!
- Volte acreditar no amor. Ele existe, em algum lugar o amor existe em você, não desista;
- PARE DE SER CUZONA! Corre atrás, porra!
- Seja a mulher que toda mulher precisa ser: linda, independente, de bem consigo mesma, sabendo a sua importância e pouco se fodendo com que os  outros dizem.

Eu acredito que a eu de 2016 vai voltar a ver as cores, pois a Carol de agora vai lutar para que o seu futuro seja o melhor possível.


A gente merece <3

Esse post faz parte da blogagem coletiva do grupo ROTAROOTS no facebook.

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